Obra

Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan (Rio: Record, 2010). Prêmio Jabuti-1995. Prêmio Maison de l'Amérique Latine da Radio France Internationale-1994 para o conto "O mau vizinho". Publicado pela primeira vez em 1994, Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan marca a estreia de Regina Rheda na literatura. [Este livro está publicado também em inglês].

"A autora conseguiu criar uma literatura original, rompendo, com fino bom humor e imaginação, os limites entre o real e o imaginário". (Prêmio Jabuti 1995 - catálogo dos vencedores).

"As histórias do Copan são como pedras preciosas em um colar -- cada qual brilhante por si mesma, mas, quando vista no todo, é parte de um desenho maior, habilmente interconectado". (Earl E. Fitz, professor de literatura, espanhol e português na Vanderbilt University).


Humana festa (Rio: Record, 2008). O primeiro romance brasileiro a abordar direitos animais e veganismo como tema principal.

"Humana festa, o quinto livro em português de Regina Rheda, é uma obra original. A temática é de uma atualidade total e urgente". (Márcio Seligmann-Silva, professor de teoria literária e literatura comparada na Unicamp).


"Rheda aplica seu singular engenho e olho para as contradições à questão da exploração dos animais não-humanos. Ela entretece dois cenários paralelos - o interior da Flórida afeito às armas e à bíblia, e o interior de São Paulo com suas fazendas e seu agronegócio, onde propriedades trabalhadas por escravos foram substituídas por fazendas intensivas de gado e porco que são operadas por trabalhadores mal pagos e subsidiadas por conglomerados americanos. [...] Uma incisiva exposição da ansiedade dos ricos proprietários de terras quanto a reterem seu poder, e da entrelaçada exploração de classe e espécie da qual esse poder depende". (Alexandra Isfahani-Hammond, Chasqui - Revista de Literatura Latinoamericana).

E ainda:


Pau-de-arara classe turística (Rio: Record, 1996) é um romance sobre imigrantes brasileiros na Europa. [Este livro está publicado também em inglês].

"Bem-humorada e despretensiosa, a linguagem de Rheda foge de clichês e carrega em descrições saborosas [...] traça, de quebra, um perfil arguto da classe média londrina e revela os horizontes limitados de uma família dos confins da Calábria." (Bernardo Ajzenberg, Mais!, Folha de São Paulo).


O romance Livro que vende combina uma intriga em prosa com um cordel pós-moderno, ilustrando aspectos da globalização econômica e cultural. Foi publicado em 2003 pela Editora Altana.

"Livro que vende é uma divertida reflexão sobre o romance e suas impossibilidades, algo bastante discutido, mas nem sempre demonstrado com tanta veemência e bom humor".  (Moacir Amâncio, Caderno 2, O Estado de São Paulo).


Conto avulsos:
"O santuário", conto sobre imigrantes e defensores dos direitos animais nos EUA, é publicado na antologia Pátria estranha (São Paulo: Nova Alexandria, 2002). [Este conto também está publicado em inglês aqui e aqui].

"O santuário" aborda a situação de ilegalidade de brasileiros nos Estados Unidos de forma contundente, ilustrando sua condição subalterna e precária". (Stefânia Chiarelli, Idéias, Jornal do Brasil).

"Dona Carminda e o príncipe", história sobre a tirania de humanos contra humanos e outros animais, é publicado na antologia Histórias dos tempos de escola (São Paulo: Nova Alexandria, 2002). Este conto também está publicado em português e inglês ("Miss Carminda and the Prince"; tradução de Lydia Billon) na edição de outono de 2004 da revista norte-americana Meridians.

"Nesta história brincalhona, Rheda reconta, com grande imaginação, o mito da princesa e seu sapo; aqui, o príncipe da Dona Carminda é um [anfíbio] que escapa do Instituto de Educação Domingos Jorge Velho!" (Myriam Chancy, escritora e editora).

"A frente", história sobre globalização e política ecofeminista em uma aldeia imaginária da Amazônia, é publicado na antologia Mais trinta mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Organizador: Luiz Ruffato. Rio: Record, 2005). [Este conto está publicado também em inglês].

"Eu e meus alunos também lemos alguns dos contos mais recentes de Rheda, como “A frente”, e também os achamos maravilhosos. Ficamos impressionados com o humor irônico (um dos elementos principais da literatura brasileira) de Regina, sua visão do lugar do Brasil em nosso mundo globalizado e seu espírito profundamente humano". (Earl E. Fitz, professor de literatura comparada, espanhol e português na Vanderbilt University).

Amor sem-vergonha (Rio: Record, 1997) é uma coletânea de contos.

"A paulista Regina Rheda, uma das revelações da literatura, surpreende." (Ivan Claudio, IstoÉ).





O volume First World Third Class and Other Tales of the Global Mix é publicado pela editora norte-americana University of Texas Press (2005). Esse volume contém a tradução de Arca sem Noé, de Pau-de-arara classe turística e dos contos "A princesa encantada" (que está no livro Amor sem-vergonha) e "O santuário", além do conto "The Front", escrito originalmente em inglês.

"O engenho, a ironia, a paixão política e a sensibilidade cosmopolita de Rheda estão habilmente transmitidos neste volume tão bem-vindo e tão bem traduzido". (Daphne Patai, professora da University of Massachusetts-Amherst, Handbook of Latin American Studies, 2007).

"Ler os contos e o romance de Rheda foi uma prazerosa descoberta para mim… Seu estilo é muito espirituoso, repleto de deliciosa - às vezes devastadora - ironia e de cativantes imagens poéticas. Seu livro, em suma, é difícil de largar". (David George, professor de espanhol da Lake Forest College e crítico literário).

"Eu gostaria de dizer algumas palavras elogiosas a uma das novas estrelas mais brilhantes da literatura brasileira, Regina Rheda. Na primavera, eu e meus alunos lemos vários contos de Regina e ficamos extasiados com eles! Todos sentimos que Regina mais do que merece ser herdeira de grandes brasileiros como Machado de Assis, Drummond e Clarice Lispector. Mais do que isso, temos certeza de que Regina vai desempenhar um importante papel para o Brasil, à medida que o país assumir seu devido lugar no cerne do desenvolvimento do novo e empolgante campo de estudo da literatura interamericana. Que tenhamos mais de Regina Rheda, tanto em português quanto em tradução para o inglês!”. (Earl E. Fitz, professor de literatura comparada, espanhol e português na Vanderbilt University).